segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Reflexos


Vejo sua face refletida no embaço
como um ser desconhecido,
sem passado, sem presente...
Os olhos fixos num destino incerto
tateiam um caminho.

Interrogo-me nesse instante:
Que ventos te trouxeram?
E para onde levaram novamente?
Mostre-me essa face
que vagueia por entre estrelas
[ofuscadas].

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Negação


A inconstante troca de afetos esmaga
todas as esperanças de um sentimento que
outrora pulsou tão intensamente...

Sim, houve uma chama que ardia...

Mas as cinzas desta,
se desfizeram com o vento...[errante].
Buscaram talvez, aquecer outros sentimentos
ou simplesmente pairam sem destino
no desamor tão constante agora.
Livres pra encontrar outra chama,
quem sabe, encontrarão.
Ou sempre ficaram à deriva
temendo a rejeição.
Ficaram inertes na dúvida...
Manterão distancia do improvável...
E indagarão ao futuro o que acontecerá...
E só assim, se entregaram novamente
às chamas que aquecem tantos corpos
na madrugada fria...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sem destino


...Pois cada pingo de chuva
é um lamento,
indagações talvez de um destino errante
que busca saber que rumo seguir...
O norte te espera
cheio de expectativas
sombrias...
De vivas ambições
selvagens...
De tantos amores
interrogativos....

Talvez aquela esfinge
que outrora cruza olhares enigmáticos
nem exista mais...
Talvez,
se desfez como o próprio pensamento em sí.
As indagações, antes feitas de forma sussurrada,
navegam agora no infinito do passado
como barcos à deriva
em busca de um universo concreto.

-Vá pensamento, vague rumo ao desconhecido,
caminhe por essas estradas
onde o corpo tantas vezes sonhou em caminhar!
E diga àquela esfinge que aquele sussurro rouco
[da madrugada],
ainda percorre o mundo
buscando desesperadamente encontrar seus ouvidos
novamente.