segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

À lua...

Tú que tantas vezes
fostes testemunha quando supliquei
aquele amor...
Que na trêmula voz já cansada,
ouviste palavras doces, ofegantes...
E mesmo em silêncio,
pode entender o sentido puro
dos sentimentos que existiam naquele
instante amargurado.
Fez sua luz completar os traços
de escuridão que haviam em seu rosto imóvel,
redesenhando aquela face
que eu quase já esquecí e que hoje está
farta de me ver...
Tristes relatos podes contar agora.
Pois tudo presenciou, tudo viu...
Viu como a tristeza nos consumiu naquela noite
amarga...
E vê que depois de tantos anos
ainda espero que sejas também
testemunha da nossa ascensão aos ceus...

2 comentários:

  1. Meu filho,
    a poesia te chama
    para que a verdade se derrame
    sobre tua alma de poeta.
    Abraços.

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  2. nossa belo o seu post!!!
    sua poesia traz palavras que encantam
    e que faz um outro poeta se emocionar!!!

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