segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo de ouvir as tuas preces...
Pois nada te posso oferecer além da visão de minha presença
totalmente inexata.
Entretanto, o íntimo caminho até seu corpo não foi
definitivamente esquecido...

E mesmo que a face marcada da noite se oculte do
imaginário frio e inseguro,
lembrarei dos momentos de inspiração, os quais
meras palavras dispersas ao vento, agrupam-se...
dispostas à poesia...
E todo o caminho amargurado e sombrio pelo qual
caminhei tantas vezes só,
agora é tranquilo e sereno...
Serenidade essa que encontrei também no seu olhar
(...)
E que a noite, quando você me procurar,
saberá que meu corpo
encontrou outro corpo ou provavelmente
a saudade... ou a solidão absoluta.

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