segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

À lua...

Tú que tantas vezes
fostes testemunha quando supliquei
aquele amor...
Que na trêmula voz já cansada,
ouviste palavras doces, ofegantes...
E mesmo em silêncio,
pode entender o sentido puro
dos sentimentos que existiam naquele
instante amargurado.
Fez sua luz completar os traços
de escuridão que haviam em seu rosto imóvel,
redesenhando aquela face
que eu quase já esquecí e que hoje está
farta de me ver...
Tristes relatos podes contar agora.
Pois tudo presenciou, tudo viu...
Viu como a tristeza nos consumiu naquela noite
amarga...
E vê que depois de tantos anos
ainda espero que sejas também
testemunha da nossa ascensão aos ceus...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Redenção

Mãos...
As quais me deste na hora da aflição.
Rendido entreguei-me...
Mãos...
Que no mórbido instante de angustia me
aliviam todo o peso do sentimento de derrota.
Mãos...
Que na escuridão não se ocultaram,
mas sim,
iluminaram todo o momento ainda não finalizado...
.
E a calma do eterno toma a inquietude do
instante quase que perdido,
deixando-o pleno de serenidade e paz...
.
E rendido vejo seus olhos...rendido vejo
o pulsar do coração gritante...
é o temor...
.
E temo!
.
E sinto o pulsar inquieto...Desordenado...
mas não entendo...
Que sentimento será?
Medo ou amor(...)?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Desilusão

Madrugada...fria...imóvel...e te espero.
No infinto de possibilidades,
um caminho...
Mais qual?
Não se sabe...foi pra qualquer um,
menos à minha porta.
Te vejo num translúcido instante
inerte...
E a saudade talvez acompanha-me na escuridão
dos pensamentos que me assombram pela noite.

Sinto...

E uma sombra da tristeza infinita do meu ser
me acolhe...
No seus braços a segurança pelo menos é real.
Anjos à minha volta dizem: -vá, esqueça,
viva...
Viva a imensidão dos desejos à
sua espreita...
Siga sem saber pra onde...

Sigo...

E ao sair à noite...toda bruma
que me veio à face,
trouxe-me a lembrança dos sentidos
perdidos no tempo
e no espaço do vazio que você me deixou...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sensações


O vento sopra.Sua nítida presença
Marca a fronte como um bruto corte...
E o sangue escorre ao toque de uma forte
Dor.Marcante, trêmula, intensa...
.
Sensações:sempre vêm de forma tão imensa,
Igualando-se também até com a morte.
E faz de mim um ser sem senso,ser sem norte...
Ao ponto talvez que essa dor me vença.
.
Entre dores, desejos, sentimentos...
Sigo talvez, nas trilhas do incomum
A camuflar esse mórbido lamentos...
.
Entre tantos sentidos este é mais um
Propagando o mesmo simples movimento
Sem ter chegado sequer a lugar algum

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Cumplicidade




Veja...São minhas mãos seguindo o desenho
do seu rosto
imóvel...
Como a brisa que vagueia os campos livres de pecado.
Veja...Dedos que outrora enlaçaram teus dedos no ápice da noite
em que você desabrochou para à madrugada...
e eu, te mostrei todo o caminho do desejo pleno...
E todo o silêncio daquela noite foi talvez,
o único barulho
que me recordo...

Veja...não são mais meus dedos que delineiam suas curvas...
Nem é o seu suspiro que me vem ao rosto...
Desconheço todas essas sensações...

Veja...imóveis corpos descontrolados
em busca de paz...
E você, viu tudo...
Presenciou tudo...E se você sentiu, não sei...
Talvez esse desejo fosse apenas um sonho
sem, inicio, sem meio ou fim...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo de ouvir as tuas preces...
Pois nada te posso oferecer além da visão de minha presença
totalmente inexata.
Entretanto, o íntimo caminho até seu corpo não foi
definitivamente esquecido...

E mesmo que a face marcada da noite se oculte do
imaginário frio e inseguro,
lembrarei dos momentos de inspiração, os quais
meras palavras dispersas ao vento, agrupam-se...
dispostas à poesia...
E todo o caminho amargurado e sombrio pelo qual
caminhei tantas vezes só,
agora é tranquilo e sereno...
Serenidade essa que encontrei também no seu olhar
(...)
E que a noite, quando você me procurar,
saberá que meu corpo
encontrou outro corpo ou provavelmente
a saudade... ou a solidão absoluta.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Confissões...



Confesso, em dor imensa e aos brados que, em meu corpo
ardem
As chamas, de um desejo profundo de saudade
que me consome...
Confesso, que um segundo eternizado pode
acabar...mas o sentimento de toda a culpa não
e talvez essa escuridão não seja necessariamente um obstáculo....
Confesso, confesso que nunca disse uma palavra em
vão...e não sei se elas estão a deriva no mar do seu
pensamento...
e que quando a noite chegou todas as estrelas foram testemunhas
da minha dor profunda...
quando gritei ao infinito teu nome...