quarta-feira, 21 de outubro de 2009

[IN]constante


Um caminhar, na inconsistência do teu ser
faz de mim adarílho...
Ser vivente
que na escuridão ou luz, te encontrou novamente.
Perdida eras entre as horas, entre os seres,
[entre o nada...
um olhar...E tua fronte,
marcada pela essência de um passado.
[Triste]
Pobre de amor, rico em esperança.
Sentido apenas quando a mão afagava o rosto
cansado.
E, no entretanto, viu no ínfimo destino um corpo...
um ser vivente, pensante, amante...
Que outrora te fez juras de um sentimento e, na outra
te arranca a gota de alegria que te fazia viver.
Entre os olhos, um sorriso
...doce.
Que me liberta das prisões do mundo...
Que me guia nas veredas sombrias do meu ser...

foto: Maria negreiros
fonte: olhares.com

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Angustia




A noite me sorrí...
Fatigada dos desejos
sombrios
Das vontades
negras,
Dos incesantes
gritos
desesperados,
ávidos por sentimentos.
Sinto a chaga magoada
do passado.
Vejo a tristeza nos olhos do desespero
frio
e do choro dos infelizes
[solitários]
e a imagem amargurada dos meus olhos
sofrem.
Sofrem por não poder ver
ou veem o sofrer de nao poder sentir...
Algo que nao seja dor ou
a despedida do meu corpo ao seu.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Saudade



Sinto falta do suspiro
quente
e da voz rouca ao meu ouvido
que pensei que na grande madrugada esqueceria,
mas não...
Senti a falta do suspiro doce,
da trêmula mão que desnorteada
muitas vezes me afaga num momento triste...
Sinto falta da sua vida na minha existência.
Vejo a saudade invadir meu corpo
como a escuridão à noite...
Venha e venha...
Ouça meu chamado.
Acompanhe meu grito desesperado na noite fria
que chora pela sua prensença.
Distante de mim, seu corpo, sua voz, seu amor...
E eu vago como a brisa fria da madrugada a buscar
sua companhia.
Sem caminhos certo, vago...Triste, solitário...
Mas vejo seus olhos na imensidão do infinito.
Olhos que mais uma vez me embriagam de amor...
Não te vejo,mas te sinto...
Como se fosse parte de mim...
Uma parte que falta
e que ao mesmo tempo me completa.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Distancia

...E a cada passo sinto sua presença,
como se chegasse a mim em
uma essência de rosas.
Sinto que o destino agora
nos uniu como a nuvem ao vento.
....E que talvez aquela solidão não exista...
Os verdes campos nos quais um dia caminhamos,
serão outra vez nossa rota para à
alegria,
outrora adormecida...
veja o horizonte...
Que tantas vezes fiz de porta para nossa infinita jornada
em busca do eterno, do mágico...
Separados, algúns momentos
nostágicos se foram do meu pensamento...
E vêem à mente quando me deparo
com sua imagen, esta que sempre tentei
esquecer...
Em breve o nada me encontra,
ou me afasto do tudo, não sei...
tudo o que sei é que esse caminho me
leva...
Me aproxima,
me trasforma em futuro pra voce
e passado, porém, para mim mesmo(...)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

À lua...

Tú que tantas vezes
fostes testemunha quando supliquei
aquele amor...
Que na trêmula voz já cansada,
ouviste palavras doces, ofegantes...
E mesmo em silêncio,
pode entender o sentido puro
dos sentimentos que existiam naquele
instante amargurado.
Fez sua luz completar os traços
de escuridão que haviam em seu rosto imóvel,
redesenhando aquela face
que eu quase já esquecí e que hoje está
farta de me ver...
Tristes relatos podes contar agora.
Pois tudo presenciou, tudo viu...
Viu como a tristeza nos consumiu naquela noite
amarga...
E vê que depois de tantos anos
ainda espero que sejas também
testemunha da nossa ascensão aos ceus...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Redenção

Mãos...
As quais me deste na hora da aflição.
Rendido entreguei-me...
Mãos...
Que no mórbido instante de angustia me
aliviam todo o peso do sentimento de derrota.
Mãos...
Que na escuridão não se ocultaram,
mas sim,
iluminaram todo o momento ainda não finalizado...
.
E a calma do eterno toma a inquietude do
instante quase que perdido,
deixando-o pleno de serenidade e paz...
.
E rendido vejo seus olhos...rendido vejo
o pulsar do coração gritante...
é o temor...
.
E temo!
.
E sinto o pulsar inquieto...Desordenado...
mas não entendo...
Que sentimento será?
Medo ou amor(...)?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Desilusão

Madrugada...fria...imóvel...e te espero.
No infinto de possibilidades,
um caminho...
Mais qual?
Não se sabe...foi pra qualquer um,
menos à minha porta.
Te vejo num translúcido instante
inerte...
E a saudade talvez acompanha-me na escuridão
dos pensamentos que me assombram pela noite.

Sinto...

E uma sombra da tristeza infinita do meu ser
me acolhe...
No seus braços a segurança pelo menos é real.
Anjos à minha volta dizem: -vá, esqueça,
viva...
Viva a imensidão dos desejos à
sua espreita...
Siga sem saber pra onde...

Sigo...

E ao sair à noite...toda bruma
que me veio à face,
trouxe-me a lembrança dos sentidos
perdidos no tempo
e no espaço do vazio que você me deixou...